domingo, 12 de dezembro de 2010


O Pássaro


Um pássaro voava leve e contente,

Uma seta lhe acertou, com um grito estridente.

Para o pássaro o sol se rasgou,

Sem asas nunca mais voou.

Cansado e magoado não mais se levantou,

E as cantigas de amor, não mais assobiou.


O cruel caçador na noite caçava,

Sem piedade, a seta atirava,

Por entre a noite escondido,

Atirou ao coração mais perdido,

Infiltrado no som da escuridão,

Escolheu o mais leve coração.


No brilho dos seus olhos se esconde Cupido,

De traz do seu olhar quente e perdido…

Eu já não tenho asas para voar,

Uma seta acabou de me aprisionar.


5 comentários:

Marilu disse...

Querida amiga tenha uma lindo final de semana. Beijocas

danbrandao disse...

parabens, muito bom.

http://danbrandao.blogspot.com

Zil Mar disse...

Oi Jorge...

PARABÉNS PELOS POEMAS QUE VC ESCREVE.....SÃO LINDOS...TEM UM DESEJO DE LIBERDADE...QUE EU GOSTO MUITO.

DESEJO-LHE UM FELIZ E SANTO NATAL JUNTO AOS SEUS!

OBRIGADA PELA COMPANHIA E TB O SEU CARINHO.

bjos!
Zil

Vieira Calado disse...

Olá, boa noite!

Hoje simplesmente venho desejar-lhe

um BOM ANO de 2011!

Um abraço para você

Dayse Sene disse...

Assim como os pássaros, muitos seres humanos são atingidos por armas da destruição.
Quantos seres estão solitários , machucados, sem "asas para voar", como esse passarinho, ficou indefeso e sem ninho, por não poder mais voar.
Um texto muito bom, para uma reflexão profunda.
Parabéns.
Um ótimo dia.
Obrigada pela visita.
Abraços e afagos.