quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Entre a Espada e a Parede
Lágrimas percorrem-me dia após dia,
Temo ser, apenas, uma sombra da paixão
Que me percorre a frágil alma vazia,
Na lágrima de amar a diva da perfeição

Paro, para ouvir o meu coração bater,
Sei que nada me pode matar a sede,
Posso fugir do fogo mas continuo a arder,
É como estar entre a espada e a parede...

Chegas-te, e levas-te contigo o meu chão,
Piso o nada, e perco-me no passo que se sucede,
Vacila o coração, não sei que outras sombras virão,
É como estar entre a espada e a parede…

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Veio na Onda
A onda que invade o vazio,
Dá cor à pálida e seca areia,
A salgada orla do mar frio
Que aquece o olhar que vagueia

Mãos cerradas e o olhar perdido,
É saudade, encontrada na miragem,
Num falso palpitar curto e ferido,
É tudo apenas a tua imagem

Vem na onda, um pedaço de nada
E leva ela, uma parte de mim
Sobra em mim, minha parte amaldiçoada,
És tu, um mar, um jardim, sem fim...

domingo, 12 de dezembro de 2010


O Pássaro


Um pássaro voava leve e contente,

Uma seta lhe acertou, com um grito estridente.

Para o pássaro o sol se rasgou,

Sem asas nunca mais voou.

Cansado e magoado não mais se levantou,

E as cantigas de amor, não mais assobiou.


O cruel caçador na noite caçava,

Sem piedade, a seta atirava,

Por entre a noite escondido,

Atirou ao coração mais perdido,

Infiltrado no som da escuridão,

Escolheu o mais leve coração.


No brilho dos seus olhos se esconde Cupido,

De traz do seu olhar quente e perdido…

Eu já não tenho asas para voar,

Uma seta acabou de me aprisionar.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sentir pareceu voar

Aprendi, sentindo, a voar
Voei, mentindo, para sonhar
Planei nos assobios do vento,
Ignorando qualquer lamento

Dá-se o momento inesperado,
E a queda… como que caçado
O ar se transforma um rodopio…
Nas minhas asas não confio

E donde saem gritos e lamentos,
Vejo-os passar, em grupos nevoentos,
Voar… Não sei se acordei!
Cair… Não sinto que sonhei!

Aprender, desaprendendo a cair
Voar sem cair, só se não sentir!
Sentirei, escondido na memoria,
Voar, não passou de uma história…

domingo, 14 de novembro de 2010

Por Mais Que Doa...

É como caminhar no passado,
Num círculo perfeito e fechado.
Mãos cingidas, e apertadas
O presente são memórias não passadas

Nasce e cresceu do fogo do gelo
Ardeu e se tornou num pesadelo,
Que por mais que queime ou faça doer,
Nada vou fazer para o apaziguar ou conter

É o silêncio que não se ouve
É a luz que no escuro não se envolve
Por mais que possa gritar, nada muda,
Embora doa, é dor que iluda..

É a dúvida que não se responde
É o sentimento que não se esconde
E por mais que doa…
É sempre dor, que o coração perdoa..
Voar Sem Querer Ver

Por entre as ruas do errado,
Em logro, sempre enfeitiçado.
Ergui-me, sem excessivo esforço,
De melancolias do íntimo poço.

Do sonho voei, e rasguei os céus,
Como se fossem frágeis véus.
Às nuvens, por sentir, redesenhei-as,
Para Freixieiro não as julgar alheias.

Rompi a mais penumbra escuridão,
Com a forma de voar… Foi tudo em vão…
Do sonho, despertar, voltar a cair,
No poço sem fundo, que me vi sair.

Acaba-se a rir o vento,
Com todo o seu talento,
Voar sem querer ver,
È agora lembrar sem esquecer….

sábado, 13 de novembro de 2010

Novo Fulgor

Renasce o fulgor de um falso suspiro,
Na brisa de emoções que transpiro..
São sombras, são ilusões, são meras confusões
São apenas desilusões sem confissões ...

Paralisa o meu corpo em te ver passar
É tanta a beleza, que nem mereço olhar,
Não sei se fingir, não sei se mentir
Não sei se esconder, o que estou a sentir,
E desistir…. E sucumbir…