quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Cores
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
A minha Sombra Sou Eu
Se caminho, não sigo meu
Toco-me e não me atinjo
Em cada passo apenas finjo
Encho a sombra de uma alma vazia,
Já nem sinto vir o dia,
nem sei se a noite passou
Fico na sombra em que vou
Vazio
Sem interesse de Pensar
Perdido de Mim
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Mas se sonho, tenho de acordar.
Desperto, procuro pela tua mão...
Onde está? Foi ela também uma ilusão?
Essa mão…
Confuso, cada passo perdido,
O impossível sempre fez sentido.
Quero que fiques, não tenho medo
Só não quero ir embora tão cedo
Dá-me a mão...
Em mil lágrimas me desfaço
Sem um gesto teu, um abraço.
Apenas não faças questão de ir,
Quero que me agarres se te o pedir
Não largues a minha mão...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
És o meu anjo de asas pratadas,
És a minha ilusão, a mais cintilante,
És a minha estrela, a mais brilhante.
És o rosto que vagueia na minha mente,
És a beleza que ninguém desmente,
És um sonho perdido no meu coração,
E eu… um jornal rasgado no meio do chão…
Sou um simples mendigo,
Sem amor e abrigo,
Sou uma pedra perdida,
Na sombra escondida,
Um barco á deriva no infinito mar,
Um lobo perdido numa noite de luar,
Sou uma flor seca e sem cor,
Numa primavera de calor,
Sou um ponto perdido,
Num universo sem sentido,
Por entre pontos de tudo
Olhos vazios meu grito mudo
Ecoa entre mim e o vazio,
Suspiro… Paraliso… Silencio…
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Culpa
No inquebrável silencio da dor,
Quando até os meus olhos evitas?
Eu..Tão culpado quanto o amor.
domingo, 2 de outubro de 2011
Enquanto o céu foi chão,
E o fogo enganou a razão
Do sonho julguei ser rei ,
Sem saber quando acordei.
Numa estranha espiral
Sem começo ou final,
Um querer de ti, um desejo
Do calor afável do teu beijo…
Bate, tão perto da chama,
Está, tão longe de quem ama,
Ardendo sem qualquer ardor
Eras minha quando eu sonhador
terça-feira, 10 de maio de 2011
Onde certezas são vastos turbilhões
Palavras que nunca disse voam em ventos,
Gestos que nunca fiz são meros pensamentos
Deste meu existir, dorido, meio partido,
Minha luz, nesse teu mágico olhar... vago... querido...
Afastando estes meus fantasmas da minha alma,
Que atormentam minha palpitação, já nada calma.
Qualquer caminho, sombrio ou sem fim,
Terás sempres parte, ou restos de mim
À brisa, que me beija, deixo meus lamentos
É apnas mais um destes dias nevoentos...
Eu sei... tu sabes... meus gestos são afagas...
Fingirei que não escrevi estas palavras,
Tu fingirás que não as leste, mas eu sei...
E tu sabes... que todo amor é mais que falei
terça-feira, 26 de abril de 2011
Aconteceu, mais uma vez...
Sinto-me num jogo de xadrez,
Indeciso, atenção permanente,
Sabendo que no fim perco sempre
Trespassado pela espada da tristeza,
Caído, ferido, sem qualquer defesa,
E engolido pela dor... tão absurdo...
Já cego e surdo, perdendo tudo
Uma lágrima, um último suspiro,
Levado pelo nada que respiro…
Vem… pisando branco ou preto,
Te darei, este palpitar de segredo
Batendo, forte ou fraco, se escondeu,
Cada pulsar é mais teu que meu,
De tudo, que é nada, e tudo é ilusão
Nesta penumbra, resta-me a tua visão,
Arranco a lâmina, fria e cortante
Fica a cicatriz e a dor agoniante
Neste corpo tão meu como inútil
Este amor, tanto de grande como de fútil.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Temo ser, apenas, uma sombra da paixão
Que me percorre a frágil alma vazia,
Na lágrima de amar a diva da perfeição
Paro, para ouvir o meu coração bater,
Sei que nada me pode matar a sede,
Posso fugir do fogo mas continuo a arder,
É como estar entre a espada e a parede...
Chegas-te, e levas-te contigo o meu chão,
Piso o nada, e perco-me no passo que se sucede,
Vacila o coração, não sei que outras sombras virão,
É como estar entre a espada e a parede…
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Dá cor à pálida e seca areia,
A salgada orla do mar frio
Que aquece o olhar que vagueia
Mãos cerradas e o olhar perdido,
É saudade, encontrada na miragem,
Num falso palpitar curto e ferido,
É tudo apenas a tua imagem
Vem na onda, um pedaço de nada
E leva ela, uma parte de mim
Sobra em mim, minha parte amaldiçoada,
És tu, um mar, um jardim, sem fim...
domingo, 12 de dezembro de 2010
O Pássaro
Um pássaro voava leve e contente,
Uma seta lhe acertou, com um grito estridente.
Para o pássaro o sol se rasgou,
Sem asas nunca mais voou.
Cansado e magoado não mais se levantou,
E as cantigas de amor, não mais assobiou.
O cruel caçador na noite caçava,
Sem piedade, a seta atirava,
Por entre a noite escondido,
Atirou ao coração mais perdido,
Infiltrado no som da escuridão,
Escolheu o mais leve coração.
No brilho dos seus olhos se esconde Cupido,
De traz do seu olhar quente e perdido…
Eu já não tenho asas para voar,
Uma seta acabou de me aprisionar.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Voei, mentindo, para sonhar
Planei nos assobios do vento,
Ignorando qualquer lamento
Dá-se o momento inesperado,
E a queda… como que caçado
O ar se transforma um rodopio…
Nas minhas asas não confio
E donde saem gritos e lamentos,
Vejo-os passar, em grupos nevoentos,
Voar… Não sei se acordei!
Cair… Não sinto que sonhei!
Aprender, desaprendendo a cair
Voar sem cair, só se não sentir!
Sentirei, escondido na memoria,
Voar, não passou de uma história…
domingo, 14 de novembro de 2010
Num círculo perfeito e fechado.
Mãos cingidas, e apertadas
O presente são memórias não passadas
Nasce e cresceu do fogo do gelo
Ardeu e se tornou num pesadelo,
Que por mais que queime ou faça doer,
Nada vou fazer para o apaziguar ou conter
É o silêncio que não se ouve
É a luz que no escuro não se envolve
Por mais que possa gritar, nada muda,
Embora doa, é dor que iluda..
É a dúvida que não se responde
É o sentimento que não se esconde
E por mais que doa…
É sempre dor, que o coração perdoa..
Em logro, sempre enfeitiçado.
Ergui-me, sem excessivo esforço,
De melancolias do íntimo poço.
Do sonho voei, e rasguei os céus,
Como se fossem frágeis véus.
Às nuvens, por sentir, redesenhei-as,
Para Freixieiro não as julgar alheias.
Rompi a mais penumbra escuridão,
Com a forma de voar… Foi tudo em vão…
Do sonho, despertar, voltar a cair,
No poço sem fundo, que me vi sair.
Acaba-se a rir o vento,
Com todo o seu talento,
Voar sem querer ver,
È agora lembrar sem esquecer….


